Frigg, uma figura central no politeísmo germânico e nórdico, é uma deusa reverenciada em várias tradições, incluindo o antigo nórdico, o alto-alemão antigo, o langobárdico e o inglês antigo. Conhecida por diversos nomes—Frigg, Frija, Frea e Frige—ela é principalmente reconhecida como a esposa de Odin e rainha dos Aesir. Descrita como "a mais importante entre as deusas", Frigg incorpora papéis ligados ao céu, fertilidade, amor, casamento, maternidade e gestão doméstica. Sua sabedoria e clarividência a destacam, embora seja frequentemente ofuscada por outra deusa proeminente, Freyja, que compartilha alguns de seus atributos.
A importância de Frigg na mitologia nórdica geralmente gira em torno de suas conexões familiares, especialmente como mãe de Balder, o deus da sabedoria e beleza. Apesar de sua relevância, a presença de Frigg nos contos mitológicos é um tanto limitada, aparecendo muitas vezes como uma figura periférica. A história mais notável envolvendo-a é a trágica morte de seu filho Balder, que destaca tanto seu poder quanto sua vulnerabilidade. Como völva (vidente), Frigg desempenhou um papel vital nos rituais de adivinhação, reforçando sua ligação com a sabedoria e a profecia.
Acredita-se que as origens de Frigg remontam à mitologia germânica, onde ela pode ter sido conhecida como Frija, uma deusa da fertilidade que mais tarde evoluiu para Frigg e Freyja na mitologia nórdica. Alguns estudiosos sugerem que Frigg e Freyja compartilham uma origem comum, com seus atributos e papéis se sobrepondo significativamente. Enquanto Frigg pertence aos deuses Aesir de Asgard, Freyja faz parte dos deuses Vanir de Vanaheim, e ambas as deusas estão ligadas à fertilidade, ao amor e às artes domésticas. A distinção entre as duas permanece um tema de debate entre os estudiosos, com alguns propondo que elas se desenvolveram de forma independente, enquanto outros acreditam que se originaram da mesma divindade.
O relacionamento de Frigg com Odin é marcado por respeito mútuo e astúcia, com vários contos retratando sua capacidade de enganar o deus da sabedoria. Um desses contos, da obra do século VII Origo Gentis Langobardorum, narra como Frigg garantiu a vitória para os lombardos ao manipular Odin de forma engenhosa. Outro conto da Edda Poética descreve como Frigg engana Odin em uma aposta sobre a hospitalidade de um rei, mostrando ainda mais sua natureza astuta.
No entanto, as ações de Frigg nem sempre são retratadas de forma positiva. Na obra do século XII Gesta Danorum, de Saxo Grammaticus, Frigg é retratada como infiel e manipuladora, o que leva Odin ao autoexílio. Temas semelhantes de engano aparecem na Saga dos Ynglings do século XIII, onde a infidelidade de Frigg com os irmãos de Odin é revelada. Apesar dessas representações negativas, Frigg continua a ser uma figura poderosa e respeitada na mitologia nórdica, com sua influência se estendendo até os tempos modernos.
Nas últimas décadas, Frigg experimentou um renascimento de interesse, particularmente dentro dos movimentos Wicca e neopagãos. Muitas pessoas, especialmente mulheres, continuam a venerá-la como uma deusa da maternidade, fertilidade e sabedoria, assim como nos tempos antigos. Embora suas histórias possam ter sido ofuscadas pela ascensão do cristianismo, o legado de Frigg perdura como um símbolo de força, astúcia e cuidado maternal, tanto na mitologia quanto nas práticas espirituais modernas.
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